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Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a Primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam?
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.
Ricardo Reis
(nota: explicação do poema em:http://omj.no.sapo.pt/Forum/analise_poema_prefiro_rosas_meu_amor_a_patria.htm)
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Elitsa Todorova
EARTH:
WATER:
página oficial: http://www.elitsatodorova.com/
pode saber e ouvir mais no myspace de Elitsa Todorova: http://www.myspace.com/elitsatodorova
Gosto de bússulas, mapas e estrelas, mesmo sem saber onde me levam, olho para as direcções e sei que seja qual for o Norte o magnetismo porque me guio sempre é o do interior.
A minha Rosa dos ventos tem pétalas de mim e cresce da mesma terra que eu.
À medida que cresce as folhas abrem e seguem a espiral infinita da sua viagem.
17 Dezembro 2007:
a Rosa dos Ventos,



que surpresa, voltei a encontrar a cadelinha fofinha, minha amiga da praia, entrou num video meu (”Se eu não soubesse… morria“), eu filmava e ela aparecia diante da câmara sempre em planos muito bem apanhados; ela vive na praia, há um senhor que assobia e lhe dá comida, a ela e aos outros cães da praia, tem coleira, o pelo macio e é muito meiga, é a cadelinha fofinha.

cadelinha fofinha
como é que a folha do Jacarandá veio ter à praia?

27 Novembro 2007:

eu e a prosa dos tempos

Estar vivo - Pablo Neruda:
“Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda de marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is”
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva
incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece,
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.Estejamos vivos, então!”
na foto gato Shiva e gata Alegria
—
(-Obrigada Andreia por me enviares este poema)
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UMA PALAVRA DE ESTRASBURGO…
Questões Humanitárias
Joana Ferreira
Já todos ouvimos falar da Capital da Europa… Também se sabe que aqui estão situadas as Instituições Europeias… Mas o que talvez ainda não se conheça em Estrasburgo, a cidade do Tribunal dos Direitos Humanos, do Parlamento Europeu, do Conselho da Europa, é a quantidade de pessoas que, por escolha pessoal ou por razões de força maior que a sua vontade, têm como céu as estrelas, sorriem em troco de uma moeda, têm os cisnes como companhia e conhecem os cantos mais remotos como as palmas das suas velhas (e jovens!) mãos… Referimo-me a pessoas humanas que habitam nas ruas deste museu historico que é a cidade de Estrasburgo. Em francês, les sans-abri.
Muitos são saltimbancos e dão vida e cor às praças antigas! Gosto de ver o lado positivo de tudo. Normalmente fazem-se acompanhar (ou acompanham!) os seus amigos caninos e não fazem mal a ninguém. A maioria são jovens e foi isso o que mais me chocou visto que aqui em França os apoios sociais aos estudantes são bastante acessiveis (se não vejamos: o Estado Francês financia a minha estadia e a bolsa portuguesa ainda não chegou…). Quanto aos mais velhos, não creio que seja pela ânsia de experimentar o mundo que vivam consoante as estações do ano… ja são conhecidos e guardam os seus lugares como estatuas humanas. Tenho a certeza que as mereciam! Amanhã sei que eles la estarão, no sitio do costume - Bonjour!, digo eu na esperança de lhes aquecer a alma (e esperando que a meteorologia seja generosa). Imaginem comigo as suas longas historias de vida… mas sei que não conseguimos imaginar as suas noites. Este frio congelador infelizmente não os poupa e so este ano ja subiu para três o número de Sans Domicile Fixe falecidos em França.
Evidentemente que as associações existem e varias sao as campanhas em marcha. A associação Les Enfants de Don Quichotte luta contra as situações desumanas dos que estão vulneraveis às forças da natureza visando proteger os mais necessitados – uma das suas grandes acções são os acampamentos de tendas nos locais publicos e, na época natalicia, a operação Pour que personne ne passe le Noël dehors abrigou cerca de 30 sem-abrigo na Catedral de Estrasburgo! Também em Paris as manifestações se fazem sentir e em Fevereiro milhares de pessoas e 28 associações se juntaram numa noite solidaria com os que vivem ao relento. Todas as iniciativas são de louvar mas parencem-me insuficientes (como em todas as cidades do Mundo!) e o panorama humanitario continua muito aquém do desenvolvimento que este ponto de encontro europeu transmite!
A titulo de curiosidade, as eleições municipais de Estrasburgo estão à porta e é visivel um grande movimento social, nomeadamente pelo facto do Presidente de Les Enfants de Don Quichotte ser um dos candidatos – propondo uma verdadeira politique de mixité sociale.
Confesso que sinto uma enorme revolta ao ver reflexo deste cenario nos edificios brilhantes e grandiosos das Instituições Europeias mas continuo a acreditar que o caminho da igualdade, mesmo que lento, esta a ser traçado e que tem a esperança e luta de todos cidadãos do mundo…
Djavan - Fato consumado
página oficial: http://www.djavan.com.br/
Fela Kuti - Sorrow, tears and blood
página oficial: http://www.felaproject.net/
Partilho convosco o meu gosto pelo musico Fela Kuti e em particular por esta música “sorrow, tears and blood”
Oiço esta musica e penso na minha liberdade, bom pensamento.
Obrigada Fela.

Lausanne (em português Lausana) é uma cidade suíça, situada na parte francófona do país, nas margens do lago Léman (ou lago Genebra).
na wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lausana
A catedral de Lausana é um dos mais belos monumentos góticos da Suíça.

15.12.2007 - Suiça
Le Rose des Temps en Lausanne, Suiss
A Rosa dos Ventos e a prosa dos tempos em Lausanne, Suiça :





ARTE
Arte Nómada:
Eu viajo e os meus desenhos viajam comigo, eu sinto e os meus desenhos contam… histórias e lembranças, quando volto trago as saudades mas deixo lá a minha arte.
Je suis en Strasbourg…

Strasbourg: Estrasburgo em português, Straßburg em alemão, pronúncia em alsaciano Strossburi, é uma comuna situada no leste da França, na margem esquerda do Rio Reno. É a capital da região adminisrativa da Alsácia e do departamento do Baixo-Reno. A aglomeração urbana prolonga-se até a Alemanha, à cidade de Kehl, que é o espelho geográfico de Estrasburgo do lado oposto do Reno. (na wikipedia: Strasbourg)
8.12.2007 :
Instalação de desenho:
A Rosa dos Tempos e a Prosa dos Ventos
“Le Rose des Vents et la Prose des Temps”
Artichaud, Café artistique et Culturel, Grand Rue 57, Strasbourg
página web: http://www.lartichaut.fr/
“Le Rose des Vents”:


3.12.2007 :
“Le Nord dans la Place de L’Homme de Fer, tram station en Strasbourg”
O Norte na Praça Homme de Fer, em Strasbourg
Em Strasbourg, o transporte mais utilizado é o Tram, metro de superfície, a funcionar desde 1994, já conta com 5 linhas-A,B,C,D,.
Na praça Homme de Fer, cruzam-se 4 linhas.
http://en.wikipedia.org/wiki/Tramways_in_Strasbourg
O Norte em Strasbourg:



1.12.2007 :
Café chaud pour le coeur à Strasbourg





28.11.2007 :
Le Nord, Place de La Republique
Eu a apontar o Norte na”Place de la Republique”, Strasbourg
nota: aos defensores do património, os meus desenhos são afixados com Bostik, uma plasticina que sai com facilidade, não estraga nem suja. Quem quiser levar os desenhos que eu coloquei tira-os com a mesma facilidade que eu os coloquei.






