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Aqui estou eu em Blog, a partilhar gostos e gestos.
E assuntos de interesse.

Cruz ornamentada com rosas, uma peça de cerâmica que fotografei no cemitério de Odrinhas, em Sintra.

As rosas têm uma delicadeza tal que transmitem mesmo o ideal de rosa, uma peça muito bonita.

Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.

Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a Primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam?
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.

Ricardo Reis

(nota: explicação do poema em:http://omj.no.sapo.pt/Forum/analise_poema_prefiro_rosas_meu_amor_a_patria.htm)

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Elitsa Todorova

EARTH:

WATER:

 

página oficial: http://www.elitsatodorova.com/

pode saber e ouvir mais no myspace de Elitsa Todorova:  http://www.myspace.com/elitsatodorova

 

Estar vivo - Pablo Neruda:

“Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda de marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o “preto no branco” e os “pontos nos is”
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva
incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece,
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar
.

Estejamos vivos, então!”

gatos

na foto gato Shiva e gata Alegria

(-Obrigada Andreia por me enviares este poema) :)

 

UMA PALAVRA DE ESTRASBURGO…

Questões Humanitárias

Joana Ferreira

Já todos ouvimos falar da Capital da Europa… Também se sabe que aqui estão situadas as Instituições Europeias… Mas o que talvez ainda não se conheça em Estrasburgo, a cidade do Tribunal dos Direitos Humanos, do Parlamento Europeu, do Conselho da Europa, é a quantidade de pessoas que, por escolha pessoal ou por razões de força maior que a sua vontade, têm como céu as estrelas, sorriem em troco de uma moeda, têm os cisnes como companhia e conhecem os cantos mais remotos como as palmas das suas velhas (e jovens!) mãos… Referimo-me a pessoas humanas que habitam nas ruas deste museu historico que é a cidade de Estrasburgo. Em francês, les sans-abri.

Muitos são saltimbancos e dão vida e cor às praças antigas! Gosto de ver o lado positivo de tudo. Normalmente fazem-se acompanhar (ou acompanham!) os seus amigos caninos e não fazem mal a ninguém. A maioria são jovens e foi isso o que mais me chocou visto que aqui em França os apoios sociais aos estudantes são bastante acessiveis (se não vejamos: o Estado Francês financia a minha estadia e a bolsa portuguesa ainda não chegou…). Quanto aos mais velhos, não creio que seja pela ânsia de experimentar o mundo que vivam consoante as estações do ano… ja são conhecidos e guardam os seus lugares como estatuas humanas. Tenho a certeza que as mereciam! Amanhã sei que eles la estarão, no sitio do costume - Bonjour!, digo eu na esperança de lhes aquecer a alma (e esperando que a meteorologia seja generosa). Imaginem comigo as suas longas historias de vida… mas sei que não conseguimos imaginar as suas noites. Este frio congelador infelizmente não os poupa e so este ano ja subiu para três o número de Sans Domicile Fixe falecidos em França.

Evidentemente que as associações existem e varias sao as campanhas em marcha. A associação Les Enfants de Don Quichotte luta contra as situações desumanas dos que estão vulneraveis às forças da natureza visando proteger os mais necessitados – uma das suas grandes acções são os acampamentos de tendas nos locais publicos e, na época natalicia, a operação Pour que personne ne passe le Noël dehors abrigou cerca de 30 sem-abrigo na Catedral de Estrasburgo! Também em Paris as manifestações se fazem sentir e em Fevereiro milhares de pessoas e 28 associações se juntaram numa noite solidaria com os que vivem ao relento. Todas as iniciativas são de louvar mas parencem-me insuficientes (como em todas as cidades do Mundo!) e o panorama humanitario continua muito aquém do desenvolvimento que este ponto de encontro europeu transmite!

A titulo de curiosidade, as eleições municipais de Estrasburgo estão à porta e é visivel um grande movimento social, nomeadamente pelo facto do Presidente de Les Enfants de Don Quichotte ser um dos candidatos – propondo uma verdadeira politique de mixité sociale.

Confesso que sinto uma enorme revolta ao ver reflexo deste cenario nos edificios brilhantes e grandiosos das Instituições Europeias mas continuo a acreditar que o caminho da igualdade, mesmo que lento, esta a ser traçado e que tem a esperança e luta de todos cidadãos do mundo…

Djavan - Fato consumado

página oficial: http://www.djavan.com.br/

Fela Kuti - Sorrow, tears and blood

página oficial: http://www.felaproject.net/

Partilho convosco o meu gosto pelo musico Fela Kuti e em particular por esta música “sorrow, tears and blood”

Oiço esta musica e penso na minha liberdade, bom pensamento.

Obrigada Fela.

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Maria Inês Ferreira

Nasci em Lisboa, neste momento vivo e trabalho em Sintra, nas Odrinhas (terra simpática cheia de paz e natureza).

Sou licenciada em Escultura e os meus materiais de eleição são a Pedra, o Gesso (moldes e modelação em barro), a Areia e Tecidos.

Também faço gravura, video e claro desenho, a raiz de todos os meus projectos e a minha actividade preferida de todos os tempos.

Durante o meu curso participei no programa Erasmus com bolsa de mobilidade para a pacata e industrial cidade alemã de Hannover, de onde nasceu a minha vontade de fazer arte por vários países, já que quando se visita outro país também se visita e descobre mais uma ilha interior desconhecida, a minha personalidade cresce muito em viagem, daí ter a minha “Arte Nómada”, arte feita em viagem e que fica em viagem.

Exposições:

Colectivas:

2007: Napra 07, Novos Artistas Plásticos com Raízes no Alentejo, Palácio D.Manuel em Évora

Colectiva de Gravura dos alunos de Artes Visuais, Évora

“Multipower”, projecção de vídeos, auditório Soror Mariano, em Évora

“Residência Aberta”, em Évora

2006: “Casa Aberta”, em Évora

“Desequilíbrios”, mostra de cinema experimental no Chapitô, Lisboa

“sem- títulos” Instalação multimédia na S.H.E. Sociedade Harmonia Eborense, em Évora, promovida pela Fundação Pro Justitiae

2005: “IV Bienal Internacional Vila Verde”

2004: Exposição de alunos de Artes Visuais da Universidade de Évora.

2003: Exposição de alunos de Artes Visuais da Universidade de Évora na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.

Individuais:

2006: “Ein offenes Fenster in der Zeit”, Kurt Schwitters Forum, Fachhochschule Hannover.

2005: “Autos”, Alcântara.

2004: “Reflexos femininos”, Évora.